quarta-feira, 9 de maio de 2012
Amado
Me lembro da sensação de sair do T11, de descer aquela lomba correndo querendo chegar ao telefone pra te ouvir falar outra vez. As ruas tão bonitas, era como se eu estivesse em um deserto azul em que você conhecia cada pedaço. Uma lanchonete, um suco e aquela música começou a tocar. Droga, sem internet, mas quem ligou? Eu podia ficar te olhando, eu podia dançar com você. Bom saber que não criei nada disso, foram sentimentos que permaneceram guardados de mais uma daquelas tardes em que tudo acontecia em sincronia. Colinas, eu tenho tanto medo da água não me faça encará-la! Me segure, eu sei como você também quer. Te odeio por alguns segundos, calma, isso é um local público nada de vexames amorosos pela grama. Eles bebem Heineken, nós bebemos nuvens. Eu contei pra todos eles sobre o que aconteceu, e eles me acariciaram a cabeça sabendo que eu estava feliz. Teorias sobre a humanidade, moça pode me emprestar 10 centavos sem devolução? Aquele prédio amarelo depois do viaduto, sabe? Sua calça está furada, bobo! Aquela não era a minha empregada? Enfim, nem me lembro mais por onde eu comecei falando de nós, deve ter sido uma coceirinha mágica no dedo anelar, as coisas vêm e eu as prendo por aqui mesmo.
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